Ciclo

Posted: sexta-feira, 10 de julho de 2009
Vem seguindo trilhas negras
De betume e roxas de terra
Vermelhas de piçarra e sangue
Vida a dentro, casa a fora
Pernas e braços no mundo
Que percorre e abraça

Deixa amores
Traz texturas, temores
Seca humores e agruras
Deixa vidas, cria outras
Vara o país com rumo
Incerto e desejado norte
Guardando o Norte em seu cofre
Peito sem saída
Acumula o mundo

Ensina de onde vem
Aprende pra onde vem
Ciclo

O horizonte no fim do asfalto
Outra linha atrás
Meta à frente dos olhos
Na vontade do retorno
Meta é ponto de partida
Vai-se para voltar melhor
Ciclo

©Marcos Pontes

5 comentários:

  1. Moita 10 de julho de 2009 às 16:18
    Este comentário foi removido pelo autor.
  2. Moita 10 de julho de 2009 às 16:19

    Marcos

    Gostei das poesias.

    Noutros blogs seus, não se consegue comentar. Seria interessante abrí-los a comentários, Você diz que não sabe fazer. Ta brincando, né?

    Abraços

  3. Beatriz 10 de julho de 2009 às 16:29

    Ciclos são eternos retornos para o diferente.
    Uma que se foi, nunca mais a volta trará o mesmo. Fui;))

  4. Joe_Brazuca 10 de julho de 2009 às 17:46

    De uma clareza infinda o seu ciclo de vidas à seguir...
    Fosse mais jovem, copiaria e me atreveria a seguir seu script...
    Essa poesia teve certamente,começo e meio...mas o fim, jamais...
    Tb é muito píctórica, não ha como não ser...

    exclente e inspiradíssimo, Poeta !

  5. Maria Cintia Thome Teixeira Pinto 12 de julho de 2009 às 12:33

    Todos os ciclos deixam resquícios, lições, mas esses em evolução até o fim da vida, até o fim de qualquer coisa que nao chegamos lá e chegaremos
    Bravo Marcos!
    Cintia Thome

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