Natureza Morta, Cruel e Tarja Preta

Posted: segunda-feira, 11 de maio de 2009
________Natureza Morta __________________________________________

Três laranjas e uma pêra

Verdes no vazio da fruteira,
Prenunciam vida na natureza
Morta sobre a mesa
À espera da alegria
De uma nova feira
__________ _____________________Cruel

Acordei uma aranha, hoje.

Levantei escura e fria
Espirrei veneno
Logo cedo
Na abelha benfazeja
Ela agonizava,

E eu? Bebia
Mel e morte
No primeiro café do dia
___________________

Tarja Preta __________

À margem da tarja,
Age a preta metade
Da tarde forjada
Por nervos frágeis

 


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5 comentários:

  1. Olhos de Folha Minha 11 de maio de 2009 12:29

    Hum...que venham maçãs, outro doce,o amor doce e faça a mão levantar
    ainda que semi morta...

  2. Joe_Brazuca 11 de maio de 2009 13:21

    hoje de manhã
    li algum café com "pane e burro"
    adocei meu teclado com mel
    tomei algumas letras de vitamina B
    e destilei code-types em ácido fólico...li algo insólito...

    a tarja preta fica só pras crises...se e quando vierem...

    muito bom !

  3. NDORETTO 11 de maio de 2009 13:29

    Bom. Bom. Bom!!!!!! Pontos para o capítulo do poema suscinto, ácido-gostosura, adoooorei!!!!!
    Perfeito o balanço: " E eu? Bebia mel e morte no primeiro café do dia!" Faz a linda das duzas. Das tresas. Gang !Amei.

    Neusa Doretto

  4. NDORETTO 11 de maio de 2009 13:31

    FAZ A ___LINHA DAS DUZAS
    DAS TRESAS
    DA GANG

    BJS
    ND

  5. Marcos Pontes 11 de maio de 2009 18:53

    A poesia que nasce do frugal é a poesia de Drumond, de Pessoa, de Vinícius... É a poesia que já está nas coisas e as coisas nem se apercebem; é a poesia que já é poesia de nascença e o poeta transcreve ou escreve.

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