Seca

Posted: quarta-feira, 27 de maio de 2009

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Plano sem fundo

Seco
Branco ou preto
Sempre aterro deste poema

Eu

Pleno de vazios  em frente
Muro impassível do mesmo
Balbucio pessoal,
Gaguejo e tropeço
Na própria língua
- Planície arrasada -
Pelo visgo de sílabas mortas
Sobre papilas ávidas por palavras
Grávidas de palavras

Desisto, diz meu isso.

Imagem: lettera ad un'amica, por Ruby

;

-

;-

 

₢ Beatriz M. Moura
Compulsão Diaria
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4 comentários:

  1. Joe_Brazuca 27 de maio de 2009 12:39

    sua poesia é cena, sempre...
    não há como negar o pictórico.
    Por vezes, Dalí, outras Chagall,Portinari,com passeios exuberantes sobre Bergman e Pazolini...

    é por isso que sempre afirmo : os cineastas para serem tanto, deveriam sempre ler poesias...

  2. Marcelo Novaes 27 de maio de 2009 14:04

    Bea,



    Planície arrasada pelo visgo de sílabas mortas...


    (Buraco na linguagem).




    Belo poema! Siga em frente!



    :)







    Beijos,






    Marcelo.

  3. Marcos Pontes 27 de maio de 2009 19:52

    Tua fonte não vai secar porque tu renovas temática e forma sempre. Isso é sinal de longevidade.
    Mudando de papo, interessante a mudança do Joe de "imagens", negocinho que já enchendo o saco quando se fala de poesia, para "pictórico". É, sem persistir vai encher o saco também, mas enquanto é nove, interessante.

  4. Bea - Compulsão Diária 28 de maio de 2009 01:21

    A renovação não sei se é boa. Parece-me uma busca, uma indeterminação de aprendiz. Que seja., então, desde que não me esterilize. Em relação à imagem a crítica cabe se ela for vazia. O sentido da imagem é ela mesma qdo não posso dizer de outro modo. Se não é prosa - onde há muitas maneiras de dizer - e é poema, Marcos, só resta esse recurso alucinado contra o que não tem palavra nem sentido. Aquém da imagem resta a narrativa, a explicação. . Ou não?

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